Educação Especial e Inclusiva

Por muito tempo as pessoas com Deficiência, ficaram excluídas do convívio social, até que se concebeu, o conceito de integração social, visando trazer a pessoa com deficiência para o convívio da sociedade, em 1994 se deu a “Declaração de Salamanca – Princípios, políticas e práticas em Educação Especial”, proclamada na conferência Mundial de Educação Especial sobe necessidades educacionais especiais. Através deste documento foi estabelecido o compromisso com a educação para todos, reconhecendo a consciência de construir condições adequadas para as pessoas com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino.

A partir daí um novo conceito ganhou forças: a inclusão escolar e social, possibilitando a convivência social sem discriminação com sua condição.

O princípio da educação inclusiva diz respeito a equidade, quanto ao direito da dignidade humana e na educabilidade de todas as pessoas.

A lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN n° 9.394/96) estabelece que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos, currículo, métodos, recursos e organização específicas para atender as suas necessidades; e assegura o termino dos estudos para aqueles que não terminaram o ensino fundamental, por motivos de deficiências além de garantir a aceleração de estudos aos estudantes superdotados para a conclusão dos estudos.

O objetivo da educação especial inclusiva e favorecer a todos os estudantes sem discriminação e com qualidade, favorecendo condições de acessibilidade e permanência tornando possível o acesso de todos ao processo de ensino e aprendizagem.

A Convenção Sobre Direitos das Pessoas com Deficiência, reativada pelo Decreto nº 2009, realiza uma reflexão sobre  a conjuntura favorável à definição de políticas públicas fundamentadas no paradigma de inclusão social, alterando o conceito de deficiência.  Sendo regulamentado que “pessoas com deficiência são aquelas,  que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que , em interação com diversas barreiras, podem construir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas” ( CORDE, 2008ª, p.27).

Para que todos de maneira efetiva tivessem direito; na última década começaram a sinalizar ações mais concretas nessa direção, com adoção de políticas públicas que garanta as necessidades de inclusão social e educacional de estudantes com necessidades educacionais especiais na rede pública de ensino.

PROGRAMAS E PROJETOS EM PARCERIA COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

  • Implantação de salas de recursos multifuncionais.
  • Plano de Desenvolvimento da Educação PDE com o programa escola acessível para a promoção de acessibilidade arquitetônica em instituições escolares.
  • Parcerias com instituições públicas de educação superior para a formação continuada de professores com a oferta de cursos voltados para o atendimento educacional especializado, na modalidade a distância.
  • Ação interministerial onde estão envolvidos os ministérios da Educação, da Saúde, do Desenvolvimento Social e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, para monitoramento de pessoas com deficiência com idade de zero a 18 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada – BPC
  • Organização de núcleos de altas habilidades/superlotação e de centros de apoio pedagógico a estudantes com surdez, em todos os estados Brasileiros.
  • Acessibilidades aos programas de distribuição de livros didáticos, e paradidáticos do Fundo Nacional de Desenvolvimento – FNDE, em formatos acessíveis como : Braile, Libras, dicionário Trilíngue, libras e de laptops para estudantes cegos.

PORTANTO EDUCAÇÃO INCLUSIVA

É uma modalidade de educação que inclui alunos com qualquer tipo de deficiência ou transtorno, ou com altas habilidades em escolas de ensino regular. … Um dos objetivos da inclusão escolar é o de sensibilizar e envolver a sociedade, principalmente a comunidade e a escola.

COMO TRABALHAR COM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA?

Antes de mais nada trabalhar com a educação inclusiva vai além de listar recursos e metodologias, assim sendo a preocupação inicial deve-se ocorrer com relação ao profissional da areá, cabe a escola verificar se o profissional têm as habilidades necessárias para atuação, tal como cada professor ter a consciência de criar as devidas competências para o exercício da função através de cursos de aperfeiçoamento.

Os recursos e a metodologia serão organizados através da unidade do corpo docente de forma teórica e metodológica.

Podemos citar as questões que podem contribuir para o processo de ensino e aprendizagem:

  1. Plano de aula – A construção do plano de aula é um grande diferencial, nele deve ter de forma especifica o objetivo geral, objetivo especifico, conteúdo definidos, recursos que serão utilizados, metodologia flexível e se necessário um auxiliar para dar apoio durante a aula.
  2. Recursos Coloque-os ao seu alcance, pois não é viável tirar a atenção do seu aprendem-te para pegar algo.
  3. Ser flexível com cada aluno pois cada um têm suas especificidades
  4. Certifica-se que as atividades propostas estão ao alcance de todos.
  5. Verifique se a comunicação e a linguagem é adequada.
  6. Promova a interação social
  7. No momento de realizar as atividades inicie propondo as mais fáceis, pois as que difíceis podem trazer um desânimo inicial.
  8. Apresente atividades alcançáveis.
  9. Respeite o tempo de cada um.
  10.  Auxilie se necessário, sem tirar a possibilidade de descoberta do aluno.
  11. De acordo com a dificuldade de cada um proporcione o recurso que é essencial para alcançar resultado.
  12. Planeja suas aulas dentro de um período de tempo que não seja cansativo, pois eles costumam se cansar rapidamente, caso necessário realize intervalos para ir ao banheiro ou beber água.
  13. Utilize o lúdico para as propostas pedagógicas.
  14. Tente ser sensível para compreender a fala expressiva de cada aluno, pois através do comportamento e expressão de cada um, se pode identificar sonolência, inquietação, irritabilidade, ou qualquer outro tipo de dificuldades.
  15. Construa um ambiente favorável.
  16. Tenha sempre um plano “B”, se tratando de dar aulas ter uma carta nas mangas é fundamental, pois por mais que você traga todos os recursos necessários  pode ocorrer dos alunos não responder, principalmente na educação inclusiva, assim sendo tenha sempre em mãos uma apostila com atividades, um equipamento de som para ouvir uma música com os alunos ou qualquer outra atividade lúdica, pois elas possibilitam a sensação de prazer para a aula.

Referências Bibliográficas:

CURRÍCULO EM MOVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA, Educação Especial, Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, GDF.https://drive.google.com/drive/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o%20especial

INCLUSÃO SOCIAL , protagonismo juvenil, Ministério da Educação, Secretaria da Educação Básica, Modulo 4 Inclusão social – https://drive.google.com/drive/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o%20especial

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.