Doar é um Gesto de Amor

Doar é um gesto de amor, de solidariedade e de se importar com o outro. Doamos nosso tempo, nossa energia, nosso ouvido para ouvir quem se encontra desencorajado, nosso braço para levantar quem estiver caído, doamos palavras e sendo elas vindo de um sentimento de contribuição têm o poder de edificar, de mudar quadros depressivos, mudar diagnósticos e renovar as esperanças.

Partilhar também é fundamental para tornar a vida mais doce. Podemos partilhar as esperanças, as alegrias e as oportunidades.

Tendo como pratica de vida a solidariedade, se entende que não há uma doação que fique sem retorno. Pode parecer clichê, mais fazer o bem faz bem. É bem verdade que fazer o bem quando tudo vai bem é diferente de fazer o bem quando o sentimento é de perda, pois isso exige mais do que o desejo de realizar uma boa ação, exige o sentimento de desapego, de abrir mão, e de saber que apesar da sua dor, você pode doar vida e esperança. Partilhar é também um assunto muito importante e contribui em você tornar possível alguém ter uma melhor qualidade de vida. Portanto doar e dividir é imprescindível para tornar o mundo um lugar melhor.

Muitos são os dilemas que existem com relação à doação de órgãos, tendo em vista que a desinformação, impede o esclarecimento a sociedade. Segundo o Globo, 50% das famílias nega a doação de órgãos dos entes falecidos. Entre os conflitos que bloqueia tal ação a negativa familiar é um dos principais motivos para que um órgão não seja doado no Brasil. Em 2018, 43% das famílias; segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), recusaram a doação dos órgãos de seus parentes após de morte encefálica comprovada.

Ocorre, porque a família desconhece os procedimentos e os conceitos como a morte encefálica e as dúvidas sobre os procedimentos da doação.

Percebe-se que há ausência do assunto em campanhas governamentais dificulta o entendimento e a motivação da população.

Fica claro também que embora em redes sociais haja páginas que abordem o assunto, pouco há o interesse das pessoas em compartilhar e divulgar aquilo que realmente é importante.

A conscientização social da necessidade de doadores é algo a ser trabalhado para que se alcance melhores resultados. Essa conscientização não é feita apenas com a divulgação da carência de doadores, e sim com o esclarecimento acerca dos pormenores desse assunto.

Dados do Ministério da Saúde, mostram que no Brasil, há cerca de 40 mil pessoas na fila de espera, para doação de órgãos. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a taxa de recusa da doação de órgãos por parentes é de 43%, e a média mundial em torno de 25% por cento.

Tendo como objetivo contribuir com a divulgação dos esclarecimentos necessários para a conscientização e a tomada de decisão sobre o assunto, apresentamos informações da ADOTE (Aliança Brasileira de Doação de órgãos e Tecidos):

  • Para ser doador é necessário comunicar a família, pois somente os parentes podem realizar a doação.
  • Um doador após a morte encefálica é capaz de salvar mais de 20 pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde:

  • Morte encefálica é a perda completa e irreversível das funções encefálicas (cerebrais), definida pela cessação das funções corticais e do tronco cerebral, portanto, é a morte de uma pessoa. A doação só poderá ser realizada, no caso de paciente em morte encefálica, se houver autorização de um familiar, como previsto em lei. Se os familiares não autorizarem, a doação não poderá ser realizada.
  • O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, a fim de constatar a morte encefálica deverá ser feita por médicos com capacitação especifica, observando o protocolo estabelecido.
  • Quer ser doador de órgãos? Avise sua família. (É necessário que a família esteja ciente sobre o desejo da pessoa).
  • Somente será realizada após a autorização familiar.
  • Existem dois tipos de doadores: o
  • º é o doador vivo, pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei parentes de até o quarto grau e os cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.
  • º é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano, ou AVC (derrame cerebral).

A desinformação é um obstáculo, o qual pode ser combatido através de ações onde toda sociedade esteja envolvida, através das aulas de biologia ministradas nas escolas, nas redes de ensino, nas instituições religiosas, nas rodas de conversas e nas redes sociais.

Doar um órgão é um ato de amor e solidariedade, o transplante ele pode salvar vidas ou devolver a qualidade de vida a alguém.

Portanto, ame, doe, compartilhe, permita que alguém possa voltar a vida!

Referências Bibliográficas:

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