Como começa a baixa autoestima na infância?

Lidar com os sentimentos, ter autoconfiança e conquistar suas metas é o desejo de todos nós, todavia aprender a lidar com as emoções e superar as dificuldades é algo a ser aprendido ainda muito cedo.

Se todos nós aprendêssemos logo na infância seria poupado tempo, energia e frustrações desnecessárias.

Contudo, nem todos nós fomos norteados durante a infância para saber lidar com as emoções e as dificuldades. Nem todos os pais receberam uma formação que contribuísse para o entendimento  que se deve  trabalhar os aspectos do desenvolvimento emocional de seus filhos visando contribuir com sua  autoestima. 

Mas o que é autoestima?

Segundo Mussen, 1995, autoestima é caracterizada por ser o conjunto de juízos e valores que o indivíduo tem de si mesmo, suas habilidades e de sua imagem pessoal.

Para Briggs (2002) caracteriza a autoestima a em como  a pessoa se sente em relação a si mesma, o juízo geral que faz de si mesma, o quanto gosta de sua própria pessoa. Acrescenta, ainda, que a autoestima não é uma pretensão ostensiva. É um sentimento calmo de autorrespeito, um sentimento do próprio valor.

O  que é Autoconceito?

É o conceito que fazemos de nós mesmos, a partir da percepção que temos de nosso desempenho, no pessoal, profissional e social.

A minha fala neste texto  não tem como pretensão, criticar ou desmerecer os ensinamentos que recebemos, durante a infância, apenas em realizar uma reflexão sobre como podemos contribuir para que nossos filhos e alunos cresçam mais confiantes.

COMO COMEÇA A BAIXA AUTOESTIMA NA INFÂNCIA?

Na construção de como a criança se vê. A forma  como ela se percebe e em como lida com seus conflitos irá contribuir com suas ações futuras. É agora que a orientação de um adulto tem um grande peso, pois nortear a criança em como lidar com suas dificuldades,  perdas, fracassos e limitações contribuirá em como  lidar com os conflitos futuros.

Segundo  a escritora Nancy Van Pelf, tudo começa na infância, quando os pais não se limita a dizer um não aos filhos quando estes agem de forma errada, preferindo assim dizerem: não faça isso menino danado, feio, ridículo, esquisito, relaxado, desajeitado, entre outros adjetivos que não contribuem para o desenvolvimento da autoestima. Segundo a autora essas palavras e outras parecidas rebaixam os sentimentos de dignidade da criança: mau, lento, feio, ridículo, burro, estúpido, entre outras. Estas frases contribuem para que a criança forme uma imagem negativa de si mesma. Você não vai dar para nada! Você é burro mesmo! Não adianta nem tentar que isso não foi feito para você! Você é desengonçado, não adianta querer participar de esportes! Não sei porque eu tive que ter um filho assim! 

A criança que se vê  bombardeada por ações e palavras que detonam seu emocional de forma contínua, construirá uma visão negativa dela mesma.

O sentimento de desaprovação, ausência de apoio, rejeição e descontentamento por parte de quem deveria acolher e orientar influenciará para se sentir fragilizada, desamparada e possivelmente sem estrutura para lidar com os confrontos e adversidades que a vida proporciona.

A baixa autoestima na infância começa a partir de:

  • Como ela se sente com relação a si mesmo?
  • Em seus relacionamentos familiares.
  • Como ela se relaciona consigo mesmo?
  • Em como ela é corrigida.
  • Nas palavras e frases utilizadas com relação a ela. 

Segundo Maria Montessori: “ Para ajudar uma criança, devemos fornecer-lhes um ambiente que lhes permita desenvolver-se livremente.” 

Nossa  sociedade também contribui de forma negativa para a construção da autoestima promovendo competições que tem por avaliação a comparação de resultados, levando a ter melhores oportunidades quem se destaca.

Como lida com suas dificuldades, inseguranças, críticas e confrontos, também será um indicador em como irá lidar com suas dificuldades futuras. A partir desta percepção é viável uma intervenção de um adulto visando orientar em como lidar em cada  situação.

A grande verdade é que criar os filhos é um grande desafio, tal como é a docência, sim, pois como se ensina também contribuirá, para o desenvolvimento do indivíduo.

De acordo com  Maria Montessori: “A paz não escraviza o homem, pelo contrário, ela o exalta. Não humilha, muito ao contrário ela o torna consciente de seu poder no universo. E está baseada na natureza humana, ela é um princípio  universal e constante que vale para todo o ser  humano. É esse princípio que deve ser nosso guia na elaboração de uma ciência de paz e na educação dos homens para a paz” 

Ações que podem contribuir para a construção de um ambiente favorável a estimular seus filhos e alunos: 

  • Antes de qualquer coisa faça ela sentir ser amada.
  • Não faça comparações. Sem a menor sombra de dúvidas não há nada estimulador em ser comparado.
  • Evite palavras negativas. Troque o “Você não consegue” por “Tenho certeza que pode fazer melhor, qualquer coisa posso te orientar” Você não é capaz” por “se esforce um pouco mais”. 
  • Conscientize que aprendemos com as dificuldades e que ninguém nasce sabendo.
  • Que um momento ruim não o define!
  • Leve-o a entender que cada um tem seu potencial e dificuldades.

Referências Bibliográficas :

Como Formar Filhos Vencedores. Nancy Van Pelt. Casa Publicadora Brasileira Tatuí-SP

1º Edicão Editoração Paulo Roberto Pinheiro e Rubens Lessa. 2008.

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