Gonçalves Dias

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Gonçalves Dias nasceu no Maranhão na cidade de Caxias em 1823, foi  poeta, jornalista e advogado;  trabalhou no Jornal do Commercio, Gazeta Oficial, Correio da Tarde e Sentinela da Monarquia. Foi um dos fundadores da revista Guanabara.

Pela obra Lírica e Indianista, destacou-se como representante da primeira fase do Romantismo no Brasil. Também escreveu outros poemas nacionalista e patrióticos.  Destacou-se pelo poema Canção do Exílio  o que lhe forneceu o título de poeta nacional, sua escrita foi inspirada pela natureza e pela religião deixando traços de sua personalidade de forma muito marcante.

Gonçalves Dias foi um célebre escritor e deixou um legado de diversas obras e grandes inspirações. 

Em poesia:

  • Primeiros Cantos em (1846)
  • Segundo Cantos em (1848)
  • Sextilhas do Frei Antão (1848)
  • Últimos cantos em (1851)
  • Os timbiras (poema épico indianista, 1857)

Prosa:

  • Meditação ( 1846)
  • Memórias de Agapito ( 1846)

Teatro:

  • Patkull(1843)
  • Beatriz Censi ( 1843)
  • Leonor de Mendonça ( 1846)
  • Boabdil (1850)

Recebeu diversas  homenagens e se tornou um dos grandes nomes reconhecidos até os dias de hoje. 

A Canção do Exílio é um dos Poemas mais marcantes do poeta Antônio Gonçalves Dias (1823 -1864), Gênero Lírico, Lançamento: Século XIX.

CANÇÃO DO EXÍLIO
Gonçalves Dias
Kennst du das Land, wo die Citronen blühn,
Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühn,
Kennst du es wohl?
Dahin, Dahin!
Möcht ich… ziehn!
Goethe

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,
Sem que volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Referências Bibliográficas: