Pestalozzi

Johann Heinrich Pestalozzi, nascido em 12 de janeiro em 1746 em Zurique Suíça, foi um educador pioneiro da reforma educacional, 

sendo criado pela sua mãe após a morte de seu pai, pestalozzi viveu a pobreza e a escassez, conhecendo desde cedo o universo do preconceito e a discriminação social. Defendia o desenvolvimento, moral, mental e físico da natureza da criança, deu também importância à afetividade e ao amor materno,deu ênfase a afetividade no processo de ensino e aprendizagem, acreditava que a principal importância do ensino  é levar a criança a  desenvolver suas habilidades  naturais.

Para ele a escola tinha que transferir  segurança e afeto, sendo assim uma extensão do lar. Ele acreditava que o amor é a essência que leva o ser humano a encontrar a realização moral.

Sua vida e obra estão ligado à religião, suas ideias estão vinculadas na importância do ser humano, na caridade e na ajuda às pessoas carentes. Ele não apenas cultivava este pensamento, ele procurou colocar

em prática durante a sua vida aquilo em que acreditava, sempre realizando atividades que corresponde-se em atender aos menos favorecidos. 

Ele acreditava no processo de desenvolvimento infantil e que este se dá de dentro pra fora, sendo assim necessário se respeitar os estágios que a criança passa, ele era contrário a ideia que deve-se encher a criança de informações.  Segundo ele o processo educativo deveria englobar três dimensões humanas, sendo a cabeça, a mão e o coração e o objetivo final da educação deveria ser uma formação, intelectual, física e moral. Sendo assim o desenvolvimento se dá de forma natural, gradualmente e com harmonia com todos os poderes e faculdades do ser humano.

A educação deve ocorrer de forma natural, e cabe ao educador fornecer os recursos para suas descobertas e aprendizagens.

O trabalho de Pestalozzi influenciou o pensamento educacional a tal ponto de influenciar os governantes a se interessar pela educação de classes desfavorecidas.

O amor foi o aspecto mais marcantes dos pensadores da pedagogia moderna, mais Pestalozzi se destacou em dar importância ao amor e em especial ao amor materno; para ele o amor era combustível para o processo de educação. 

Esses trechos a seguir  foram extraídos do livro Minhas indagações sobre a marcha da natureza no desenvolvimento da espécie humana escrito por Pestalozzi em 179, ( traduzido do original alemão Meine Nachforschungem uber den Gang der Natur in der Entwicklung des Menschengeschlechts):Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Teoria dos Três Estados de Desenvolvimento Moral

Estado Natural

O homem nesse estado é filho puro do instinto, que o conduz simples e inocentemente para todos os gozos dos sentidos.

Estado Social

O homem como espécie, como povo não se submete ao poder como ser moral, nem tampouco entra na sociedade e na cidadania para servir a Deus ou amar ao próximo. Ele entra na sociedade e no estado de cidadania para tornar sua vida mais alegre e para gozar tudo o que seu ser animal e sensorial tem que gozar e para que seus dias sobre a terra transcorrem satisfeitos e tranqüilos. O direito social não é assim um direito moral, mas apenas uma modificação do direito animal. ( …)

O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem social. Ele não pode exigir que eu seja um homem moral. Se eu o sou, sou-o para mim e não para ele. O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem moral na medida em que ele mesmo o seja, isto é, se ele não for poder, não se comportar como poder. Só pode exigir de mim, se ele viver a força de sua divindade, não para ser servido, mas para servir e dar a vida para a redenção de muitos. (…)

Simples satisfação é a cota do estado natural. Esperança é a cota do estado social. Não pode ser diferente: toda a estrutura da vida social repousa em representações que basicamente não existem – ela é uma representação. Propriedade, lucro, profissão, autoridade, leis são meios artificiais para satisfazerem minha natureza animal pela escassez de liberdade animal. (…)

Estado moral

Se eu alcançar na minha condição e na profissão tudo o que eu posso alcançar, se minha felicidade está garantida pelo direito, em suma, se eu, no pleno sentido da palavra, for um cidadão e se a palavra de meu país, liberdade – liberdade –, soasse novamente na boca dos homens honestos e felizes, estaria eu então satisfeito no meu íntimo? Deveria pensar que sim, mas não é verdade (…), o direito social não me satisfaz, o estado social não me realiza, não posso permanecer tranqüilo sobre o fundamento da minha formação civil, como não posso permanecer no mero prazer sensual e animal – sou , em todo o caso, através dessa formação, emudecido; na minha alma entraram desconfiança, sinuosidade e intranqüilidade, que nenhum direito social pode desfazer. (…)

Se eu te declaro animal no envoltório do teu nascimento, não coloco o objetivo da tua perfeição nos limites do invólucro da tua origem. Vejo o interior do teu ser como divino, assim como o ser interior da minha natureza (…). Se o homem planta uma árvore ou uma flor, ele a enterra no solo, e esterco na raiz e a cobre de terra. Mas o que ele faz com tudo isso ao ser íntimo da flor? O material, através do qual a semente se desenvolve, é em toda a natureza infinitamente de menor valor que a semente em si. (…)

Logo vi que as circunstâncias fazem o homem, mas vi também que o homem faz as circunstâncias, têm uma força em si mesmo que pode conduzir de várias maneiras, segundo sua vontade. (…)

Como obra da natureza, sinto-me livre no mundo para fazer o que me agrada e me sinto no direito de fazer o que me serve.

Como obra da espécie, sinto-me no mundo atado a relações e contratos, fazendo e suportando o que essas relações me prescreve como dever.

Como obra de mim mesmo, sinto-me livre do egoísmo da minha natureza animal e das minhas relações sociais, e ao mesmo tempo no direito e no dever de fazer o que me santifica e o que santifica o meu ambiente.(…)

Como obra da natureza, sou um animal perfeito. Como obra de mim mesmo, esforço-me pela perfeição. Como obra da espécie, procuro me tranqüilizar num ponto sobre o qual a perfeição de mim mesmo não é possível. A natureza fez a sua obra inteira, assim também faze a tua.

Reconhece-te a ti mesmo e constrói a obra do teu enobrecimento sobre a consciência profunda de sua natureza animal, mas também com a consciência completa da tua força interior de viver divinamente no meio dos laços da carne.

Quem quer que tu sejas, acharás nesse caminho um meio de trazer tua natureza em harmonia contigo mesmo. Queres porém fazer tua obra apenas pela metade, quando a natureza fez a dela inteira? Queres estacionar no degrau intermediário entre tua natureza animal e sua natureza moral, sobre o qual não é possível o acabamento de ti mesmo? – Então não te espantes de que serás um costureiro, um sapateiro, um amolador ou um príncipe, mas não serás um homem.

Não te espantes então de que tua vida seja uma luta sem vitória e que nem sequer te tornes o que a natureza, sem a tua ação, fez de ti – mas muito menos serás um meio-homem civil. (…)

O princípio de que o bem do homem e o direito do homem repousam inteiramente na subordinação das minhas exigências animais e sociais à minha vontade moral é outra maneira de dizer o resultado do meu livro.

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Ele acreditava que o ambiente escolar deve ser uma extensão do lar, que através da educação é possível a reforma social.

A escola Pestalozzi buscava o desenvolvimento moral e intelectual e o bem estar material da criança.

Frases de Pestalozzi

Sem Deus e sem piedade, o homem não é homem é bárbaro.

O amor é o eterno fundamento da educação.

Referência Bibliográfica:

Johann Heinrich Pestalozzi. Site: Wikipédia A enciclopédia. Dísponivel em:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi acesso em 02/07/2020 às 12:50

Pestalozzi Disponível em: 

https://colegiopestalozzi.com.br/blog/pestalozzi-vida-e-obra/o-que-defendia-pestalozzi acesso em : 02/07/2020 às 13:39