O Poder do Afeto

Mas porque falamos tanto em afeto? Sim afeto é o estímulo que norteia os bons impulsos e as boas decisões. O afeto é que torna a vida mais  leve. 
Propícia alegria, prazer, bem estar da saúde mental e física .

Além de todos os aspectos de bem estar que o afeto nós traz, também auxilia no aprendizado, pois quando o professor realiza sua tarefa com carinho leva o aprendente a ter melhores resultados, pois a afeição contribuição para a memória e a cognição. A ação direcionada por uma atitude de carinho faz a criança ter uma sensação de alegria e prazer.
Diz a psicologia que a vida afetiva é parte integrante de nossa subjetividade.  Devido a isso existem estudos da vida afetiva, pois o homem não é só estudado, quanto a sua área motora, intelectual e cognitiva. Os aspectos da emoção têm sido motivo de estudos pois são eles que norteiam as relações humanas e a sociedade, sendo elas expressas através do amor, do ódio, paz, alegria, inveja, ciúmes e angústias. O afeto pode ser causado de fora pra dentro do indivíduo, a partir de um estímulo externo.

E que estímulos podem provocar a sensação de afeição? 

  • Palavras – Essas têm o poder de curar, acolher, amparar, levantar entre outras possibilidades, da mesma forma podem ocasionar graves danos, como morte, dor, enfermidade, e atitudes irreversíveis.
  • Postura – Da mesma forma quando o cérebro detecta uma postura de confronto, medo, insegurança, raiva , perigo entre outras situações também podem contribuir para uma reação que muitas das vezes  leva o indivíduo a sérios danos. 
  • Existem duas emoções que constituem a vida afetiva o amor e o ódio. Freud, quando postulou a teoria do Complexo de Édipo, concede-o como conflito desses afetos básicos (ambivalência de sentimentos), pois a dimensão consiste no amor e no ódio dirigidos à mesma pessoa.

O afeto está ligado à consciência , o que nos permite dizer ao outro o que sentimos através da linguagem e do movimento.
Os sentimentos diferem das emoções por serem mais duradouros, menos ” explosivas” por não virem acompanhados de reações orgânicas intensas.

É fundamental o entendimento que o afeto compõe o ser humano e que a emoção e os sentimentos são alimentos de nosso psiquismo e se apresentam em todas as manifestações da vida.

Para que haja educação deve haver o afeto. Somos diretamente afetados pelas influencias externas.

Para Paulo Freire é preciso afeto no exercício  de ensinar, pois compreensão quanto às dificuldades do outro é imprescindível, quando a relação do professor com seus alunos é positiva os alunos se desenvolvem melhor, se sentem mais seguros e passam a sentir se confortável e feliz no ambiente  escolar.

Sem afeto não haverá interesse, disposição, alegria, estímulo ou motivação .

Piaget Afirma que o afeto é a mola propulsora da educação!
Segundo Piaget (1968) a afetividade é uma energética das condutas, cujas estruturas correspondem às funções cognitivas, ou seja, as condutas humanas têm como mola propulsora o afeto, e a consciência. A estrutura de como elas são e funcionam constitui o elemento intelectual.
Ele trouxe uma relação entre a afetividade, a inteligência e as características sentimental e intelectual da criança; sem se restringir somente ao emocional, compondo também as vontades do criança, assim sendo a afetividade também está sujeita a adaptação.

Para Maria Montessouri basta a criança amar o que faz para que os problemas na educação seja superado.


Segundo a linha pedagógica montessoriana, médica e pedagoga(1870-1952), Maria Montessori foi uma das primeiras a inserir questões afetivas na educação. Ela elaborou uma teoria cientifica do desenvolvimento infantil pautada em um ensino ativo, no qual a criança cria um senso de responsabilidade a partir de seu próprio aprendizado, onde a palavra chave é autonomia.

Montessori é caracterizada por elaborar um método, com olhar diferenciado acerca da educação, uma nova forma de educar. A qual tornou a educação em científica , uma pedagogia baseada na observação.

Howard Gardner nasceu em Scranton, Pennsylvania, a 11 de julho de 1941. É um psicopedagogo cognitivo e educacional estadunidense, ligado à universidade de Harvard e conhecido em especial pela sua teoria das inteligências múltiplas. A teoria das inteligências Múltiplas de Howard Gardner é uma alternativa de conceito de inteligências como uma capacidade que permite um desempenho em qualquer área de atuação do indivíduo. Segundo ele ser inteligente é uma questão filosófica profunda, uma questão que exibe base em biologia, física e matemática. 

Daniel Goleman, é considerado o pai da inteligência emocional. Ele é psicólogo, jornalista e autor de best-sellers, nascido em março de 1946, na cidade de Californiana de Stockton. Goleman cresceu sob a tutela dos pais, ambos professores universitários, entre suas ideias ele acredita que levar uma vida equilibrada depende muito da forma como você compreende e gerencia suas próprias emoções e as dos outros.

Segundo Goleman: O professor é formador de opinião e isso e não deve cogitar a possibilidade  de deixar de ser um bom ouvinte, precisa ter sensibilidade para ouvir, firmeza, convicção, sem deixar de ser afetivo.

Segundo Goleman os quatro pilares da inteligência emocional são:

  • Autoconhecimento
  • Gestão de emoções
  • Empatia
  • Sociabilidade

Esses quatro pilares estão interligados e são complementares. Com o autoconhecimento, você conhece e compreende suas emoções, para que possa desenvolver a gestão consciente delas, evitando reações automáticas e tornando suas interações sociais mais empáticas

Henri Wallon nascido da França, em 1879, Wallon defende que o desenvolvimento humano está ligado ao meio em que o indivíduo está imerso nos aspectos cognitivos, afetivo e motor.

Henri Wallon inovou ao colocar a afetividade como um dos aspectos centrais do desenvolvimento, a relação maternal e de acolhimento que existe em pais e filhos e com essa dinâmica, a criança amplia seu conhecimento e é estimulada a aprender o que lhe é proposto, e assim como ela toda pessoa é afetada pelos elementos externos – atitudes, uma ação que chama a atenção, um olhar e a reciprocidade gera sensações internas, medo, alegria e ansiedade, essa condição humana recebe o nome de afetividade e é crucial para o desenvolvimento

Henri Wallon mostra que a afetividade é expressa de três maneira: por meio da emoção, do sentimento e da paixão.

A construção do afeto, é um desafio contínuo, onde a procura envolve o desenvolvimento da autoestima do professor e do aluno, construindo vínculos, respeito e estabelecendo afinidades e empatia. O afeto é uma ferramenta pedagógica que auxilia a memória e a cognição.

O amor transforma, cura, reabilita, traz significado e estabelece as maiores relações.

É necessário reconstruirmos relações que têm si perdido ao longo do tempo, trazendo pra perto quem está longe, sem desvalorizarmos quem está perto.

É bem verdade que não há uma receita, onde todas as lacunas serão preenchidas, os problemas de relacionamentos sanados e a aprendizagem será 100% eficaz, todavia o poder da afetividade contribui estimulando, impulsionando, alegrando, trazendo novas perspectivas, reconstruindo olhares, aproximando. A afetividade destrói preconceitos, contribui com a autoestima e melhora o ambiente.

” Se um professor assume aulas para uma classe e crê que ela não aprenderá, então está certo e ela terá imensas dificuldades. Se ao invés disso ele crê no desempenho da classe, ele conseguirá, uma mudança, porque o cérebro humano é muito sensível a essa expectativa sobre o desempenho” Antunes ( 1998, p.56).

Quanto ao amor… “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta(…) Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mais o maior destes é o amor ( 1 Coríntios 13: 7 e 13).

Referências Bibliográficas:

Fotos cedidas pelo google (reutilização) e pelo Pixabay

https://novaescola.org.br/conteudo/264/0-conceito-de-afetividade-de-henri-wallon?

ttps://escolaconquer.com.br/blog/

escolaeeducação.com.br As contribuições de Henri Wallon com a afetividade no processo de aprendizagem

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BOCK, Ana Mercês Bahia. FURTADO, Odair. TEIXEIRA,Maria de Lourdes trassi . Psicologias, Uma introdução ao estudo de psicologia, 13º edição, Editora Saraiva, 2001

BOCK, Ana Mercês Bahia. FURTADO, Odair. TEIXEIRA,Maria de Lourdes trassi . Psicologias, Uma introdução ao estudo de psicologia, 13º edição, Editora Saraiva, 2001

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BOCK, Ana Mercês Bahia. FURTADO, Odair. TEIXEIRA,Maria de Lourdes trassi . Psicologias, Uma introdução ao estudo de psicologia, 13º edição, Editora Saraiva, 2001

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